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    Escritos sobre cinema, tv, música, comida, depressão e amor.
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no things are right

Imagem

as coisas não vão melhorar nunca, porque tem gente que nasceu pra sofrer, mesmo que sofra pra dentro. e é melhor que seja assim, pra que sofrer e arrastar um monte de gente pro mesmo buraco que você, como já fizeram comigo? uma vez eu li em algum lugar que o santo que rege o dia do nascimento foi um mártir, e isso me impressionou de tal maneira que comecei a perceber quase como o oposto de tal imagem. eu sofro, muito, mas só pra mim. ninguém ganha nada com isso, ninguém nunca vai poder acender uma vela pra mim e esperar ganhar algo em troca. eu sou covarde pra caralho. eu queria ser amado, mas putz, quem ama quer futuro também. viver de passado é pra gente altruísta ou cega. as vezes eu me contento com esses restos porque eu sei que ninguém mais vai me amar nessa vida. se eu soubesse o que é amar talvez ajudasse. eu não sei nem quem eu sou e apesar esse ser o maior dos clichês da juventude, só sabe qual é a sensação quem já viveu dependendo de um mãe empregada doméstica, com mais de 50 anos e que vive na casa da mãe. foda-se você que me acha dramático, meu drama é só meu, e só eu sei como ele dói. eu vou dar muito errado na vida. no orkut tinha uma comunidade que dizia “eu tive um futuro promissor”. tive mesmo, mas já fez tempo, gente, faz muito tempo. deu tempo de perceber que burrice acadêmica se expande e domina todas as outras áreas. eu quero ser crítico mas não entendo de cinema, como alguém consegue? eu quero ter amigos mas só conheço gente que me aguenta o suficiente pra eu não me matar. o povo fala comigo porque tem medo que eu me mate. e não é como se eu não pensasse nisso as 24 horas do dia.

também é tudo mentira.

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Toda Forma de Amor

Finitudes

Toda Forma de Amor ou, como eu gosto de chamá-lo, Beginners, lida com duas grandes dificuldades minhas: a figura do pai e a finitude. Eu nunca conheci aquele que colaborou para a minha existência e, portanto, para mim ele está morto, já que não existem planos de procurá-lo. Não sei se as duas coisas estão conectadas em algum lugar do meu subconsciente, mas é fato que assistir filmes que tratam da tão misteriosa ligação entre pais e filhos, ou sobre como os seres humanos lidam com a morte sempre me foi muito difícil. Geralmente são esses os filmes que me fazem chorar, e não foi diferente aqui. Beginners foi o primeiro filme que eu vi em 2012, não que isso faça diferença alguma, e estético-narrativa ele ainda me parece o mesmo. Simpático, bonito, porém preso à um terrível vício de video arte que insiste em unir a narração de Ewan McGregor à uma sequência de imagens estáticas, levando o tempo da história -que já é completamente enviesado- a perdurar por uma eternidade. Mike Mills, diretor, despontou em 2005 à frente de um indie menos robusto chamado Impulsividade, sobre rapaz que continua chupando o dedão em plena flor da idade. Já aí ele não negava ser fruto do neo-indie americano, cinema afeito à um pessimismo pintado em tons aquarelados, sobretudo covardes, mas que angariou uma tonelada de cinéfilos, reconhecidos em seus personagens desajustados.

Beginners é um pouco diferente, ele olha mais para a frente do que para dentro. O personagem de Gregor revisita na memória, e nos objetos que mantêm guardado como uma exposição sentimental, a vida do pai, espetacular e laureadamente interpretado por Christopher Plummer. Filho de uma família americana média, o homem se vê frente a um pai idoso que resolve se assumir homossexual depois de décadas de um casamento sólido. Não há a sombra de um preconceito, este não é um filme sobre homofobia, mas sobre paralisia. Ao perceber que o casamento fora uma gaiola para o verdadeiro eu de seu pai, ele busca entender como alguém pode, por tanto tempo, fugir de si mesmo, como ele próprio tem feito por tanto tempo. E ao encontrar uma garota que não lhe oferece qualquer cura para sua estagnação, mas parece precisar, também, de alguma felicidade, ele começa a trabalhar num lento processo de pesquisa em sua cabeça. Como amar com a mesma simplicidade que o pai faria? É uma busca longa e complicada por um altruísmo que ele não percebe que já tem, e que se perde aqui e ali por conta das dezenas de fetichismos e vícios estilísticos de Mills, mas que termina com a honestidade necessária para me fazer crer que minhas lágrimas não foram gratuitas:

-What happens now? Ele pergunta.
-I don’t know. Ela responde.
-How does that work? Ele insiste.

Fim. Ainda bem que não acaba aí.

Filmes citados:
-Toda Forma de Amor (Mike Mills, Estados Unidos, 2010)
-Impulsividade (Mike Mills, Estados Unidos, 2005)

mixtape #1 – canções para ouvir calado

A primeira mixtape aqui do blog é, na verdade, um presente pra um amigo. Agradeço ao colega Júnior pelo trabalho de upar o serviço, visto que minha internet tá bichada. Aproveitem as canções, e não se enganem, o clima está nos ouvidos de quem escuta. Ah, clicando em cada nome, vocês podem escutar as músicas avulsas, via youtube! 🙂

Karen O and The Kids – Hideaway
Tulipa Ruiz – Quando Eu Achar
Belle & Sebastian – Write About Love
Lucas Santtana – Amor em Jacumã
The Strokes – Someday
Bau – Raquel
Chris Garneau – Hometown Girls
SILVA – Moletom
Wild Nothing – Paradise
Perfume Genius – Take Me Home

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Trabalhar Cansa

Relações de Classe

O título de Trabalhar Cansa sugere uma movimentação intensa. Um corpo tão exaurido pelas obrigações capitalistas, que mal consegue aproveitar os louros de seu esforço. Porém, o filme seduz e engana. Os corpos aqui não estão cansados porque se esforçam demais, mas sim porque não param de pensar. Otávio, antes o chefe da família, sofre agora por estar desempregado, e se ver monetariamente subordinado à mulher. O pesar em sua expressão é acentuado a cada negativa que recebe em entrevistas de emprego, lado a candidatos muito mais jovens que ele. Helena, se desgasta com sua nova posição de comando, dona de um recém-criado mercadinho, ela precisa controlar seus funcionários e o marido, que ressente seu sucesso, ainda que de maneira passiva. Além dos dois, existe Paula, empregada contratada por Helena para cuidar de sua casa e filha enquanto ela está fora, que sofre com uma demanda além do que ela esperava. As inversões e espinhos que esse triângulo propõe, mostram que trabalhar, por si só, cansa muito menos do que conviver.

No entanto, não é só da análise deste pedaço da sociedade brasileira que vive a estreia de Juliana Rojas e Marco Dutra. Dupla de jovens e multipremiados curta-metragistas, era natural que os dois trouxessem para o primeiro longa muito daquilo firmou seu estilo. E o mais importante realmente veio, uma simbiose natural entre tudo aquilo que é muito prático e palpável com as coisas do sobrenatural. O mercadinho de Helena é um ambiente estranho, e isso diz muito pouco sobre ele. Cachorros se juntam em frente ao estabelecimento e permanecem em eterna espera, um objeto bizarro surge em meio a ferramentas ainda mais misteriosas, e uma infiltração surge na parede, vinda de lugar nenhum. Além dos produtos que somem, e rendem os momentos mais humanamente tensos de todo o filme. A recém-patroa termina por suprimir a mulher pacata que é, e demite sumariamente o rapaz que acha estar por trás dos furtos. Talvez ela esteja certa, talvez seja o peso da obrigação a esteja deixando um pouco mais cega. O importante é que, mesmo falando sobre um momento interessante da história recente do Brasil, e que o nosso cinema não tem nenhum interesse em registrar, Trabalhar Cansa não é um filme sobre ascenção econômica, ou sobre as mazelas da clásse média. Ele é um filme sobre apatia, sobre pessoas estagnadas no movimento. E além disso, não se esforça para fazer parte de um novo caminho para o cinema nacional, porque simplesmente é. Parente próximo de trabalhos como Os Famosos e os Duendes da Morte e Os Monstros, mais em intenção do que em conteúdo, a ideia de Rojas e Dutra é muito simples: contar uma história que interessa, primeiramente a eles, mas de uma maneira que possa interessar a mais alguém.

Não é como se este fosse um filme para a sessão de domingo com a família, mas é com certeza um filme sobre a família. Helena Albergaria, Marat Descartes e Naloana Lima transformam esposa, marido e empregada em figuras tão críveis que não demora muito e o espectador já conseguiu associar à um vizinho ou parente. O trio navega pela dureza de planos e diálogos com propriedade, e suaviza as flexões algo bruscas que o roteiro faz para o lado do terror ou da comédia. No último plano do filme, Descartes dá um grito agoniado, e a princípio o espectador parece entender o porque, mas os olhos do ator dizem outra coisa, imprimindo uma dúvida eterna naquela imagem. Talvez seja essa imagem, mesmo sozinha, que faz o filme valer tanto, e ser um dos projetos mais instigantes dos últimos anos no cinema brasileiro. Só resta esperar o que mais a dupla tem a dizer.

Filmes citados:
– Trabalhar Cansa (Juliana Rojas e Marco Dutra, Brasil, 2011)
– Os Famosos e os Duendes da Morte (Esmir Filho, Brasil, 2009)
– Os Monstros (Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes, Brasil, 2011)

Ricky

Tu tava em casa ontem a noite? Eu tava no ônibus e pensei em ficar até chegar na tua casa e dormir aí pra ver se tu me fazia melhorar, mas aí lembrei que não tenho mais o número de ninguém, porque a bosta do meu celular vive sendo roubado. Tinha muita coisa na minha cabeça, eu tava com um sono do caralho, um bebê chorando do meu lado, minha sandália quebrada, o pé já dolorido de ter andado por cima das pedras do calçadão na praia. Eu tava lost, out. E aquela festa… Poucas vezes na vida eu me senti daquele jeito, bicho. Tinha gente legal, gente diertida, gente simpática, mas eu não fazia parte de nada daquilo, porque nenhuma daquelas pessoas era minha. Juliana foi, passou uma horinha mas foi embora logo, eu fiquei lá com meus ex-amigos, meus conhecidos, meus desconhecidos, todos me tratando muito bem, mas todos também percebendo que eu não devia estar ali sozinho, que eu não deveria chegar sozinho em lugar nenhum aliás, porque, infelizmente, eu não sei estar só. Minha ideia estúpida de ir lá na casa daquele brother falso que me maltrata de graça também não foi das mais felizes, ele fez o mesmo de sempre. Se pintou de algoz mas com tintas de vítima, olhando pra mim de cima, com um sorriso no cantinho da boca. Escroto. Espero reunir a coragem necessária pra me desgarrar dele. Faz falta um cúmplice. Eu tento suprir aquela cumplicidade, que ficou on-hold e sabe deus se um dia vai voltar a ser, com as pessoas que ele me deu de presente, mas nem elas… nem elas.

Enfim, eu tava precisando pra caralho de tu ontem, queria falar de Anderson, o boy de Maceió que apareceu de novo pra me fazer feliz por cinco minutos, sobre como procurar emprego é uma merda, e sobre como nossas madrugadas de vinho ruim, comida improvisada e uma metralhadora de aprendizado sobre cânones cinematográficos fazem falta. Bruta falta. Aqueles dias de Fundaj, testar tuas músicas nos meus ouvidos e na minha ingenuidade, e fazer planos mirabolantes morreram, né? Assassinados. “We’re only making plans for Nigel…” Eu queria pertencer de novo. Não pertenço aos indies, não pertenço aos cinéfilos acadêmicos, não pertenço às bichas da Metrópole, não pertenço aos vagabundos, porque pra cada uma dessas coisas é preciso se livrar de algum pedaço de culpa, e eu não consigo não me culpar. Tô assim. Os cortes pararam, mas as cicatrizes doem pra porra. Me manda teu telefone que a gente marca alguma coisa; não vai ser mais tão orgânico mas foda-se. Ao menos é você e eu.

O Mundo Vivente

A palavra e a imagem

O Mundo Vivente é um cinema de tradução direta, viva e literal. Não sendo baseado em nenhuma história em específico, ao mesmo tempo que é todas elas numa só, o conto fantástico de Eugène Green sobre príncipes, princesas, monstros e heróis é, antes de tudo, um filme sobre a liberdade de criar, e de se entregar. Green, autor com todo o poder que essa palavra retêm, debutou por trás das cameras aos 54 anos, trazendo na mala uma mudança dos Estados Unidos para a França, larga experiência como escritor, dramaturgo, professor e diretor de teatro; além de uma passagem pela ópera. É possível ver desde Todas as Noites, seu primeiro filme, a marca de alguém que ja cruzou uma vida inteira, e agora só pretende contribuir. O cinema de Green reflete sobre o que é interno, sobre o que é belo, e por isso é tão fácil se identificar com seu discurso, se não com sua forma.

Neste segundo longa, ele impõe uma brincadeira logos nos primeiros minutos de filme, cabendo ao espectador achar aquilo delicioso ou brutalmente bobo. Somos apresentados a Nicolas e ao Cavaleiro do Leão, quando ambos se encontram numa estrada. O Cavaleiro caminha para uma missão, enquanto a de Nicolas é apenas encontrar-se. Ao ver que o Cavaleiro vem acompanhado de um cachorro, Nicolas pergunta o porque de seu título, e ouve como resposta um simples “Sou o Cavaleiro do Leão”. Ele hesita por um segundo, à maneira dura e contida que a direção de Green prefere, e responde “Portanto este animal é um leão.” O nível de confiança entre diretor e público precisa ser estabelecido quando o cachorro ruge como um leão propriamente dito. A partir daí, a brincadeira de Green toma rumos épicos; ele se diverte dando pompa mediavel a seus cenários e personagens, mas estes usam calças jeans e se referem a objetos modernos. O herói é derrotado, reviravoltas acontecem, a mulher não se submete, e todo o universo em que Walt Disney aplicou uma camada de tinta cintilante recebe de volta seus tons pálidos.

O Mundo Vivente é um cinema de imagens, tão simbólicas quanto imediatas. A óbvia conotação religiosa, e o extremo controle dos enquadramentos, bastante afeitos a closes, e também dos tempos, sugere uma anarquia disfarçada. Ao mesmo tempo em que filma com classe invejável, o diretor ignora completamente regras básicas de montagem, preferindo, por exemplo, realizar quase todos os diálogos em campo e contracampo zerados, pondo seus atores sempre no centro da tela, e os fazendo declamar suas linhas com a mais bressoniana das submissões. Pode parecer cansativo a princípio, mas o poder hipnótico de se perceber dentro de universo diegético tão rico, conversando diretamente com figuras tão complexas é encantador demais para não ser apreciado. Seja pelo carinho quase infantil com o mundo e, neste caso, pela maneira virtuosa que encontra para contar a velha história de príncipe-salva-princesa, é óbvio que Green sabe que não está simplesmente fazendo um filme. Ele está entregando pedaços de si para que todos aproveitem, e isso, ao menos para mim, é o que diferencia um cineasta de um autor.

Filmes citados:
– O Mundo Vivente (Eugène Green, França 2003)
– Todas as Noites (Eugène Green, França, 2001)

Weekend

Um fim de semana no deserto

Antes do gay-cinema a qual será -se já não foi- relegado, Weekend é um filme sobre desertos. Um homem num deserto de emoções tem um encontro fortuito com um outro, este num deserto de oportunidades. O que se segue no projeto de cinema de Andrew Haigh, que desenvolvia já em seu primeiro longa, o falso-documentário Greek Pete sobre as agruras na vida de um rent boy, é um exame clínico da relação de duas personas, mas não um estudo delas. Haigh não pretende esmiuçar as almas de suas criações, porque ele mesmo, enquanto autor, não se interessa em conhecer inteiramente o que fez. Os homens feridos de Weekend são como os Gerrys de Gus Van Sant, duas criaturas perdidas numa vastidão de possibilidades, que terminam por fazer escolhas que lhes parecem mais cabíveis.

E abrindo caminho nesta analogia, o deserto assassino e revelador que Van Sant propõe em seu filme de 2003 é mais semelhante à urbe londrina do que o olhar perceba. Assim como Damon e Affleck improvisavam em meio a rochas e cactos e imprevisibilidades, Cullen e New são como Gerrys da cidade, que lidam tão corajosa/covardemente com seus homofóbicos, solidões e planos de futuro. A batalha que se confunde com amor e polariza e encanta enquanto dói que Gus propõe, não está nada longe do sexo cheio de dúvidas, e ainda assim repetido com constância, no filme de Haigh, são dores tão parecidas quanto os planos propostos deixam o espectador sentir.

Ver este Weekend sendo quase uma reprodução de seu protagonista é estar num deserto. É abraçar a vida de Russell e chorar as lágrimas que o rapaz segura a cada vez que olha por sua janela, e se depara com um vista repleta de nada. E é principalmente questionar o amor, e a impossibilidade dele, com violência, como se faz numa das mais longas e impressionantes sequencias, entre àquelas mais verborrágicas e mumblecoreanas, onde o citado protagonista se contradiz, se confunde, mas fala mesmo perdido e encharcado de bebida que “ninguém, de maneira nenhuma, consegue viver sozinho”, expondo de uma vez por todas seu mais íntimo desejo, uma vontade de estar num conto-de-fadas moderno, uma relação única, que o meio parece não permitir. Assim ele se engana por meio de encontros fortuitos, este fotografado sendo o mais importante deles.

Apesar de me remeter primeiramente à estranha relação dos Gerrys, enquanto fluxo e enquanto geografia, a maneira como Russel, homem comum, triste e ironicamente aprisionado à um trabalho de salva-vidas, e Glen, artista, cheio de si e de sua arte e faminto por vida se relacionam, se conecta como uma pequena sequencia de Eu, Você e Todos nós, longa de estreia da americana Miranda July. A própria July interpreta uma versão de si mesma, brava artista moderna, que se depara caminhando na rua com um John Hawkes vendedor de calçados enquanto os dois, recém-conhecidos, transformam um espaço de cem metros numa vida de relacionamento. Ao final da caminhada, o desconhecido se sobrepõe a paixão e, ao menos na concepção de July, o próximo passo é o abismo.

Para Haigh, e o gravador que toma formas de deus ex-machina, o próximo passo de Weekend é uma doce incerteza, uma nota de esperança que paira no ar, e discretamente ilumina a tão nebulosa Londres, transformando a vida de Russel em qualquer coisa levemente melhor que o cinza em que estivera aprisionado. Se seu plano final, com o rapaz apertado numa janela minúscula entre outras tantas, de outros tantos quitinetes parece ameaçador, o sorriso sincero que ele dá no plano imediatamente anterior é a certeza de que, ao menos em um dos desertos existe um oásis.

Filmes citados:
– Weekend (Andrew Haigh, Reino Unido, 2011)
– Gerry (Gus Van Sant, Estados Unidos, 2003)
– Eu, Você e Todos Nós (Miranda July, Estados Unidos, 2005)

here i am again.

o bom filho…

O Retorno
Andrei Zvyangintsev, Rússia, 2003

puro e fácil de levar, sente-se.

com certeza você ficaria melhor se ficasse em casa se masturbando.

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